C uidados com a Saúde - O que é Epicondilite (EC) ?

De 30% e 40% dos golfistas sofrem, sofreram ou
                                 vão ter sintomas da Epicondilite.

A Epicondilite (EC) é uma inflamação ou irritação de origem mecânica, situada nas adjacências do epicôndilo, uma saliência óssea que fica na face externa do cotovelo, onde se originam os músculos extensores. A dor que aí se concentra irradia para o antebraço, ao longo destes músculos. Uma outra inflamação ou irritação, mais rara, é a chamada epitrocleite (ET). Neste caso a saliência óssea atingida é a epitróclea, localizada no lado interno do cotovelo. Ambas podem aparecer em pessoas que praticam tênis, squash e golfe, ou naqueles que exercem esforços desusados e repetitivos do punho e mão.

Alguns exemplos são: esforços ao segurarmos o cabo do taco com força (grip), traumatismo no momento em que o taco atinge a bola com violência, ou ainda, quando atinge ao mesmo tempo, o solo ou quando temos que sair de um "sand trap". Entre 30% e 40% dos golfistas sofrem, sofreram ou vão ter sintomas da EC. Aqueles que começaram a jogar depois de adultos, são mais sujeitos, bem como, os que recomeçaram após terem parado por muito tempo. Evidentemente, o arrancamento de divots ou de porções de areia é ocorrência normal quando se usa um ferro. No golfista, a EC teria origem dupla: esforços repetitivos sobre os extensores ou sobre o epicôndilo ou trauma agudo músculo-tendinoso quando o taco atinge mal a bola ou o solo.

Quando o golfista joga demais, bate mal, com swing defeituoso ou se encontra sem treino adequado, os músculos extensores e os tendões onde se originam estão fracos ou inadaptados para a exigência mecânica. O diagnóstico e o tratamento da EC dependem, portanto, de um perfeito conhecimento da biomecânica do membro superior, bem como do esporte em si.

A seguir, damos algumas dicas que podem ser úteis na prevenção da afecção:

Em primeiro lugar, é necessário que o principiante não se deixe levar pelo entusiasmo, batendo bola no campo ou em "driving rangers" noturnos, sem o tempo necessário para o aquecimento dos músculos, intervalo entre as tacadas ou sem os meses de treinos necessários, para não traumatizar tendões, articulações e músculos.

Em segundo lugar, é imprescindível que o golfista amador, não só tome aulas no início de sua carreira, como também, continue com revisões contínuas para que se corrija eventuais defeitos no "grip" ou no "swing", minimizando, desta forma, a possibilidade de traumas repetitivos que possam desencadear uma EC.

Por último, além de procurar um ortopedista que conheça o assunto para receber a orientação adequada; tenha a sabedoria necessária para parar de jogar durante o tempo necessário até o desaparecimento dos sintomas.

(Fonte: Boletim da Gira - Nov/96)


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